Já disse várias vezes: cinema é fantasia, magia, ilusão. Cinema me faz descansar do dia-a-dia e me transporta para outros mundos, outras realidades. Vivo a vida dos outros e imagino, inconscientemente, como seria se eu fosse uma daquelas pessoas. É como se eu escolhesse, sem pensar, um daqueles personagens para mim mesmo e me visse na pele dele. Pelo menos com os bons filmes é assim. Bons filmes para mim, é claro. E com isso eu quero dizer também que pouco me importa a crítica ou a opinião dos outros. Isso deveria valer para todo mundo. Não dá para dizer se um filme é bom ou não sem assisti-lo. Por isso, apesar da avalanche de críticas não tão boas ao filme Do Começo ao Fim, de Aluizio Abranches, eu fui vê-lo o mais rápido que pude (estreou ontem aqui no Rio).
O filme tem a narração de um jovem que, ao nascer, fica duas semanas de olhos fechados. Ele abre os olhos justamente quando seu irmão mais velho vai visitá-lo na maternidade pela primeira vez. Ele abre os olhos e vê o irmão. É a primeira imagem, a primeira pessoa, que ele vê na vida. Thomás (Rafael Cardoso) é filho de Julieta (Julia Lemmertz) e Alexandre (Fábio Assunção) e irmão de Francisco (João Gabriel Vasconcellos), cinco anos mais velho, que é filho de Julieta com seu primeiro marido, Pedro (Jean Pierre Noher), um argentino que mora em Buenos Aires.
Thomás e Francisco crescem cada vez mais próximos e mais íntimos. Os pais não entendem muito bem o que acontece e a mãe é quem reage da forma mais tranquila, embora apreensiva, a essa união dos irmãos. O filme dá um salto de mais ou menos 15 anos, quando os irmãos deixam de ser crianças e viram adultos. A gente fica sem saber se, durante a adolescência deles, essa relação gerou conflitos ou não, mas após a morte da mãe eles se sentem "livres" para viver o amor deles de forma total. Aparentemente eles fazem sexo pela primeira vez depois da morte da mãe que era, de fato, o único elo sanguíneo entre os dois, já que são filhos de pais diferentes.
Ouso dizer que esse é, hoje, o "Brokeback Mountain" brasileiro e sei que muitos vão discordar de mim, mas não há, que eu saiba, na filmografia nacional, outro longa metragem que retrate o amor entre dois homens de forma tão bonita, poética, explícita e sincera. O fato deles serem irmãos não me chocou, pois eles mesmos não parecem ter conflitos em relação a isso. O que o filme mostra é que o amor entre eles é tão forte que consegue ser maior e mais importante do que a ideia de incesto. Não deixa de ser um longo comercial gay de margarina, mas eu não disse que cinema era ilusão, fantasia e magia? Pois é isso.
Julia Lemmertz está MAGISTRAL como a mãe sensível que todo homem gay gostaria de ter (não reclamo da minha que é a versão mais real dessa do filme que se pode esperar, graças a Deus). E João Gabriel Vasconcellos como Francisco, o irmão mais velho, é encantador em sua entrega ao personagem que, ainda criança, promete cuidar do irmão para sempre. Não posso deixar de citar que Rafael Cardoso também está excelente, mas é de João Gabriel os mais sensíveis e sedutores olhares, sorrisos e lágrimas. É através dele que a gente sente o amor incondicional que nos faz sair do cinema leves, encantados e felizes com a vida.
Assim eu fiquei e ainda estou. Para que ler críticas depois disso?
Acabei de assistir ao filme e estou aqui fascinado. Fiquei feliz por ter encontrado tão brevemente esse excelente texto que reproduz tão bem em palavras o que o filme nos trouxe. Só senti a vontade de externar os sentimentos produzidos com a visão desta linda história de amor e de então compartilhá-los. Aqui me saciei. O poema da Hilda Hilst foi fantástico e nada mais de acordo com o filme. Fiquei interessadíssimo e logo cheguei até essa página por estar procurando exatamente seu texto. Uma verdadeira obra prima no que concerne à arte e a criatividade com que o amor foi posto em cena - à parte assim a crítica feita em relação ao que se diz mecânico utilizado como objeto de transmissão das cenas. Excelente!
NÃO TENHO PALAVRAS PARA DESCREVER O QUANTO AMEI O FILME, ME FEZ LEMBRAR DE UM CURTA AMERICANO, QUE INFELIZMENTE TEVE UM FINAL TRISTE. MAS ESSE FOI MARAVILHOSO DO COMEÇO AO FIM.
Como diria Clarice Lispector: - "Atravessei um Rio de Palavaras e Falta-me Palavras Para Contar"
O filme é uma obra de Arte! Tinha que estar exposto para a contemplação da medíocre raça Humana.
Em nenhum momento se falou em homossexualismo, nenhum. Retrata o amor, puro, inocente, ardente.
O nome do livro é Cartas de um sedutor (Hilda Hilst) Sublime como o Filme.
Espero que um dia essa amor seja mais comum do que as palavras proferidas da boca dos homens.
assisti o filme, nossa incrível mais tbm gostaria de saber o nome do livro que o personagem francisco le para o thomas. aguardo resposta no email.
adorei o filme. tudo tem crítica, mais quem liga? nada é perfeito e nem tudo sai nos conformes. o imporatnte é q muitas pessoas gostaram do filme, eu principalmente. gostaria muito q tivesse o 2 nossa seria o primeiro a comprar o ingresso.
eu tbm quero saber q livro é esse. assim q descobrirem deixe um comentario aqui msm. parabéns pelo filme eu assiste ontem(24/02/10) no cinema proximo ao meu trabalho la em guadalupe junto com meu amigo.abçs
Moa, cheguei por acaso aqui no blog e, sem querer, encontrei esse texto sobre "Do começo ao fim". Sim, o filme me encantou, saí apaixonada pelo Francisco (quero ele pra mim!!!) e concordo com cada palavrinha sua sobre a história.
Bom, só pra dizer que achei linda a forma como vc falou do filme. Uma das histórias de amor mais bonitas que vi/ouvi/li nos últimos tempos. :)
PS: Já virei fã do blog.
O roteiro é do próprio diretor.
Quem são os autores do roteiro do filme
"Do começo ao fim"?
Fazia muito tempo que não via algo escrito com tanta maestria.
Parabens!
Poema Citado no filme
Perdoa-me, Cordélia, mas a não ser tu, minha irmã e tão bela, não tive um nítido e premente desejo por mulher alguma. Mas sempre gosto de ser chupado. Então às vezes seduzo algumas de beiçolinha revirada. Mas o falo na rosa, nas mulheres, só in extremis. (...) Gosto de corpos duros, esguios, de nádegas iguais àqueles gomos ainda verdes, grudados tenazmente à sua envoltura. (...) Gosto de cu de homem, cus viris, uns pêlos negros ou aloirados à volta, um contrair-se, um fechar-se cheio de opinião. E as mulheres com seus gemidos e suas falações e grandes cus vermelhuscos não me atraem. (...) Bunda de mulher deve dar bons bifes no caso de desastre na neve. (...)
Cartas de um sedutor- Hilda Hilst
fonte: Comunidade do orkut
Um abraço a todos
Também estou a procura desse livro maravilhoso. Caso alguem descubra, por favor, me avise em guilhermecruzf@msn.com
Obrigado
1beijo
se vc descobrir o nome do livro por favor me avisa
Também estou a procura do nome do livro. Alguém ajude!
Alguem Sabe Min Informa Qual o Nome Do Autor e Do Livro Que o Personagem Francisco Leu Para o personagem Thomas. Gostei Muito Do Livro e Queria Saber o Autor PAra Poder Adquirir. Otimo Filme e Gostaria Muito De Ver a Continuaçao.
Aguardo Uma Resposta Por E-mail.
Porfavor