maio 13, 2012
Laurence Harvey - Room at the Top

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Um cara da classe trabalhadora, de uma cidade no interior da Inglaterra, se muda, após a guerra, para uma cidade maior e mais rica, para trabalhar na prefeitura. Ele tem 25 anos e é bastante ambicioso. Entra para um grupo teatral e conhece uma jovem atriz, filha do homem mais rico da cidade. Ela já tem um namorado que pertence, claro, à outra família mais rica da cidade. No grupo teatral ele também conhece uma mulher mais velha (35 anos), casada mas muito infeliz no casamento. Logo eles ficam amigos e a conversa entre eles flui maravilhosamente. Ele conta para sua amiga que quer se casar com a rica e ela o encoraja a conquistar a garota.

Com a convivência, os dois amigos acabam se apaixonando e vivem um romance inesquecível e envolvente, daqueles que entram para a história do cinema e a gente nunca mais esquece. As cenas entre eles são realmente memoráveis. As trocas de cigarro, o passeio na praia debaixo de chuva forte, os closes em seus olhos...

Obviamente, há forças externas mais poderosas do que esse amor que os une: o marido dela (que embora não a ame e tenha várias amantes, não aceita o divórcio), a ambição dele em ficar rico e subir de classe, o fato dele engravidar a menina rica, o pai da menina rica e um final trágico e, talvez, esperado.

O filme é Room at the Top, dirigido pelo magistral Jack Clayton em 1959, que deu o Oscar à brilhante Simone Signoret como a amante "mais velha" do jovem Laurence Harvey.

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Sobre Harvey, posso dizer que foi uma espécie de Jude Law dos anos 50 e 60. Lindo e talentoso. Dentre seus filmes, os que vi (e adoro), cito The Manchurian Candidate (talvez sua melhor atuação) e Butterfield 8, ao lado de Elizabeth Taylor. Agora somo Room at the Top, que é fascinante, embora o final não tenha me agradado muito.

Próximo passo: assistir a outros filmes de Laurence Harvey: Darling que deu o Oscar a Julie Christie e também conta com Dirk Bogarde e, Summer and Smoke baseado em texto de Tennessee Williams, com Geraldine Page.

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abril 30, 2012
[ Let Yourself Go! ]


Fred Astaire & Ginger Rogers

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abril 27, 2012
Toast

Me enchi de expectativas com relação a esse filme, pois acho o Nigel Slater super classudo. Talvez a leitura da sua auto-biografia fosse mais interessante, mas o filme é apenas bonitinho. A trama é cheia de clichês e resoluções óbvias, arrematando tudo num final completamente ridículo e sem muita sequência lógica. Fiquei muito decepcionada. Sem falar que com exceção da Helena Bonham Carter, que faz a madrasta cleaning & cooking freak do Nigel, todos os outros atores estão bem chatinhos e caricatos. Não gostei.

A história se divide praticamente em duas partes. A primeira relata a relação de Nigel com a mãe adoentada e apática, que não sabia cozinhar e preparava todas as refeições da família a partir de latas requentadas em banho-maria. Quando tudo dava errado na cozinha, o jantar acabava sento torrada [toast] com leite ou chá. Nigel tinha fome de ingredientes frescos e comida saborosa. Ele também queria cozinhar e sua primeira experiência foi fazer um espaguete a bolognesa, que pareceu uma comida marciana na mesa daqueles ingleses. Quando a mãe morre, ele tenta cozinhar para alegrar e conquistar a amizade do pai.

Nigel com a mãe
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Na segunda parte do filme aparece a diarista maníaca que vai acabar casando com o pai e virando a madrasta de Nigel. Ela é ultra competitiva, cozinha e limpa como uma louca e entucha o marido de comida, que no inicio se empanturra, comendo tudo o que não comeu nos anos do casamento anterior. Nigel tenta competir com ela, fazendo delicias na aula de economia doméstica da escola. Mas ele precisa se esforçar muito, principalmente quando decide reproduzir [sem receita] a obra-prima da madrasta—a torta de limão com merengue.

O filme termina abruptamente com o pai morrendo e Nigel saindo de casa para ir trabalhar num restaurante. Tudo assim meio sem pé nem cabeça. TOAST tinha tudo para ser um filme super bacana, contando a história de um grande nome da gastronomia inglesa moderna, mas acabou sendo apenas um filme bonitinho. E um tantinho irritante.

Nigel com a madrasta
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abril 26, 2012
Academy Theater

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Academy Theater (Inglewood, California), 1940, photo by Julius Shulman
[via WeHadFacesThen]

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março 01, 2012
The Trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip
the tripthe trip

Li brevemente sobre esse filme inglês em algum lugar, talvez tenha mesmo ouvido sobre ele na rádio pública [NPR] que eu escuto todos os dias. Não sei. Só sei que guardei o filme na minha gaveta de possíbilidades, nada urgente nem especial, e esqueci. Numa das minhas horas de almoço durante esse tedioso inverno, quando tenho assistido filmes no meu ipad para distrair já que não consigo fazer meus picnics no lado de fora, The Trip apareceu numa das colunas de sugestão da Netflix. Escolhi assistí-lo e tive um lunch break repleto de gargalhadas. Terminei de ver o filme quando cheguei em casa à noite e tive que rever algumas cenas que achei absolutamente geniais. Os atores Steve Coogan e Rob Brydon fazem versões ficcionais deles mesmo—dois atores bem estabelecidos e já quarentões. Coogan é divorciado com filho adolescente, namora uma americana bem mais nova que ele, mas pula a cerca adoidado. Brydon é bem casado, tem uma bebezinha, faz programas infantis de tevê e é um tipo completamente bonachão. Os dois são colegas, mas não são amigos. Coogan marca uma viagem gourmet pelo norte da Inglaterra para fazer com a namorada. Quando a namorada precisa voltar de repente para os EUA e ele não acha ninguém que queira fazer a viagem com ele, faz o convite para Brydon. Os dois passam cinco dias viajando por estradinhas, comendo em restaurantes e falando muita abobrinha. Quando os dois estão nos restaurantes, as cenas com eles comendo, comentando a comida e falando todo tipo de tolices são intercaladas com cenas na cozinha, com os chefs preparando o que eles vão comer. Mas a comida não é o centro da história. Na verdade, o centro de tudo são as conversas sem pé nem cabeça entre os dois personagens, que falam, falam e não dizem realmente nada. Há momentos onde fatos da vida dos dois personagens dariam pano pra manga pra um papo mais aproximador, mas nada disso acontece. O que eles mais fazem durante a viagem e durante as refeições é reproduzir de maneira impagável a voz e falas de outros atores, como Sean Connery, Michael Caine, Anthony Hopkins e até Woody Allen. Eles discutem superficialmente a carreira de ambos e citam inúmeros filmes durante a viagem. Nessa sequência de fotos eles estão provando um tasting menu no segundo restaurante da viagem. Os comentários que eles fazem sobre a comida são os mais espantosos, engraçados e inesperados. Mas quando eles começam um duelo de quem reproduz melhor uma frase do Roger Moore como James Bond e outra de Christopher Lee como o inimigo de Bond em The Man with the Golden Gun, é simplesmente o fino da bossa do humor. Pra ver e rir, rever e rir, rever mais uma vez e rir novamente.

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janeiro 23, 2012
going to the movies

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October 1935. Matinee at the Casino Cinema in Amite City, Louisiana.

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Chicago moviegoers waiting to see “The Philadelphia Story” starring Stewart, Grant and Hepburn. April 1941. [via @librar-y]

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janeiro 12, 2012
Theatre Comique

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Detroit, Michigan, circa 1910.

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dezembro 29, 2011
pernalongas

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Photo by Nina Leen—boys have a very difficult time finding a place to put their long legs. Des Moines, June 1945—via We Had Faces Then

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dezembro 24, 2011
The Little Fixes

HAHAHAHAHAHA!!!! Muito bom!

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